quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O HOMEM, O MUNDO E A DOENÇA: UMA VISÃO DA MICROFISIOTERAPIA

O homem é em primeiro lugar uma pessoa, um indivíduo com um nome e data de nascimento, o que significa que um dia ocupou um espaço na terra dentro de um limite visível e palpável: o corpo.
Como todo animal ou entidade viva, tem um meio interno situado entre limites, sendo o limite externo do homem a pele. Esta característica do ser vivo é justamente a não mistura do meio interno e o ambiente. Este meio interno deve permanecer constante, independentemente das variações do ambiente externo, em que está. Para fazer este trabalho o corpo se auto regula e se adapta permanentemente para mantê-lo dentro de taxas aceitáveis de: temperatura, pressão arterial ,taxa de oxigênio, quantidade de cálcio, volume de água,  número de glóbulos vermelhos ou brancos etc. Esta auto regulação se faz automaticamente e de forma eficiente, felizmente, mantendo todos os parâmetros em certa constância. A alteração destes parâmetros significa um distúrbio e pode aparecer primeiro em forma de doença, um desequilíbrio na harmonia regular.
Aqui é preciso distinguir duas coisas: o desgaste natural e normal e falha acidental. Desgaste natural é normal faz parte do historia do nosso corpo. Nascer um dia para morrer outro dia.
Somos programados para desgastar e parar o seu funcionamento, pois obedece, como tudo o que é criado de forma relevante para a lei da entropia. Isto é, a lei da destruição progressiva.         
A falha desgaste não é um distúrbio ou uma doença, é uma parte normal da natureza. Não devemos lutar contra ele, mas  sim contra falha acidental, desgaste anormal, morte prematura, doença que impede a viver bem.
A falha acidental resulta de uma disfunção no funcionamento dos mecanismos de auto-reparação. Este funcionamento deficiente pode se dar  porque o ambiente se tornou intensamente hostil ao organismo ou porque o nosso organismo estava muito fraco.
É importante chamar atenção que o mecanismo de auto-reparação acentua as atividades dos recursos fisiológicos para responder às agressões ambientais e desta forma pode ocorrer modificações nas funções básicas de vida. A maior parte da tempo, estes mecanismos funcionam bem e produzem uma regeneração tecidual que pode substituir aqueles que foram prejudicados ou muito danificados para continuar a exercer as suas funções.

No entanto, em alguns casos, como em acidentes, agressões fortes ou agressões fracas frequentes os mecanismos podem funcionar imperfeitamente deixando sequelas.
Neste ponto somos confrontados com três possíveis direções que não se opõem entre si, mas podem ser combinadas ou aliadas:

  • Substituir a função ou estrutura deficitária através de medicamentos químicos ou próteses. Esta direção pode variar de antibióticos, o que fará o trabalho de células brancas do sangue, medicamentos na deficiência na síntese de insulina para substituir, ou uma prótese ou a um transplante de substituir o órgão, ou ainda um membro ou asvísceras. Este é o papel da medicina alopática.
  • Outra direção é encontrar uma maneira de fortalecer esse as deficiências e as defesas do organismo. Favorecer boa saúde física e mental, muitas vezes evitando sofrer as consequências de excesso ou falta. A atividade física é muito útil no fortalecimento, bem como terapias como acupuntura e yoga visam equilibrar as funções, regulando os excessos ou faltas. Uma dieta adequada também reforça significativamente as capacidades de defesa de um organismo. Existem muitas outras formas de estimular ou fortalecer o organismo usando agentes físicos tais como calor, frio, água, eletricidade, etc.; também pretendem estimular os tecidos e melhorar suas funções.
  • A terceira abordagem é a utilização de mecanismos de auto-defesa próprios do corpo. A ideia aqui é orientar a capacidade de redirecionar os mecanismos de autodefesa, quando eles não funcionaram. Este é o objetivo da homeopatia, que não usa o contrário para ajudar o corpo, mas similar. Para isso, a homeopatia envia nova mensagem agressiva ao organismo para estimulá-lo a produzir - finalmente - a resposta apropriada para a agressão. Isto significa entrar em contato com a nossa organização para a re-informar, a fim de transmitir as mensagens necessárias para acionar suas funções naturais: a autoreparação. Este é exatamente o objetivo do Microfisioterapia.
Enquanto na medicina tradicional, acredita-se que o corpo que não é  capaz de auto corrigir após um ataque, na Microfisioterapia  achamos que este mecanismo persiste e que ele pode ser usado para obter o reequilíbrio fisiológico, mesmo anos após a inscrição do transtorno. De fato vale ressaltar  que há um momento em que as faculdades de regeneração do corpo são ultrapassados ​​e onde a cirurgia e próteses podem e devem encontrar lugar na recuperação da saúde.
Mais uma vez é tudo uma questão de equilíbrio. Não se opor a alopatia ou atitudes homeopáticas, mas encontrar seus respectivos lugares, seus papéis, sua finalidade e, portanto, desfrutar de todas as possibilidades, sem exclusão.
A Microfisioterapia não pretende substituir a medicina moderna, mas se propõe a fazer a sua especialidade e, portanto, espera encontrar seu lugar de direito. Sua finalidade é (só!) de reviver os mecanismos de autoreparação que não funcionam.

TEXTO BASEADO: no capítulo 1 do livro “Pacifer Corps Et Mémories Ou La Microkinésithérapie Tout Simplement” GROSJEAN Daniel; BENINI Patrice; édition trilinque; Paris, 1993
   

Segue também o 29º Programa Biointegral onde o fisioterapeutas Fresia Sá e Sergio Bastos Jr. conversam a respeito da Microfisioterapia


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